Roberto Pontual |
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Desse quase-grupo formado por Antonio Dias, Carlos Vergara, Roberto Magalhães e Rubens Gerchman - cuja atividade se iniciou no Rio logo ao abrir-se a década de 1960 e cujas afinidades se concentraram, naquele momento, na retomada da figuração, sob envolvência crítica de certa mescla de surrealismo, realismo mágico e pop-art - talvez tenha sido Roberto Magalhães o que mais permaneceu interessado em desenvolver, tranquila e consistentemente, passo a passo, um mesmo núcleo de problemas de forma e conteúdo desde logo situados. Se Dias e Gerchman, após a Nova Objetividade Brasileira e a fixação no exterior, se voltaram para o âmbito do conceitual, embora sempre no plano crítico de contemporaneidade, e se Vergara multiplicou pesquisas com materiais pobres ou nobres, interessando-se também pela participação direta do espectador na proposta-obra, Magalhães nada mais desejou, ao longo de uma década e pouco de trabalho, especialmente desenho e gravura, e agora em pintura, do que desdobrar sua propensão natural para o fantástico ('Arte é um poder mágico e só os magos têm acesso a ela' ou 'Arte é apalpar a Divindade', segundo palavras dele próprio), (...)
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Nasceu no Rio de Janeiro em 1940. Pintor, desenhista, gravador. Autodidata, dedica-seinicialmente a atividade artística realizando desenhos para a gráfica do tio. Cria rótulos para garrafas, logotipos e peças publicitárias, ilustra capas de discos e de livros. Por volta de 1962, freqüenta aulas de gravura na Escola Nacional de Belas Artes.
Realiza sua primeira individual em 1962, na Galeria Macunaíma. Entre 1967 e 1968, viaja pela Europa e fixa-se em Paris. Retorna para o Rio de Janeiro em 1969, quando entra em contato com a filosofia budista e a meditação. Ajuda a construir o Centro de Meditação Budista do Brasil, no qual reside por quatro anos. Neste período, abandona a produção artística. A partir de 1978, leciona no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, de 1964 a 1966; Bienal de Paris, 1965; Opinião 65 e 66, no MAM/RJ, 1965/1966; Bienal Internacional de São Paulo, 1965/1979; Tradição e Ruptura - Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, na Fundação Bienal, 1984; Bienal Brasil Século XX, São Paulo, 1994; Espelho da Bienal, no MAC/Niterói, Niterói, 1998. (Fonte: Enciclopédia de Artes Visuais - ICI)
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