Ângelo de Araújo Santos |
|
Em contato com a Natureza, Paulo Laender parte de objetos encontrados ao acaso para criar obras de arte. Cria, em princípio, um itinerário, percurso ao longo do qual demarca a sua cosmovisão, maneira de ver e sentir o mundo, as coisas, a vida. E é assim que chega ao estremecimento da arte. Essas pedras ou fragmentos de madeira aparecem para o artista como depósitos de memória e é preciso então recolhê-los em caixas secretas, escrínios do mito. Guardados como relíquias da origem e vasos litúrgicos da transcendência, tornam-se signos que expandem territórios e sustentam uma continuidade, uma ligação entre passado e futuro, a permanência desse ponto simultaneamente fixo e móvel que é o presente.
|
|
Nasceu em Teófilo Otoni, Minas Gerais, em 1945. Estudou desenho com Maria Helena Andrés, freqüentou o atelier de gravura do Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
Exposições Individuais: 1967, Galeria Guignard, Belo Horizonte; 1986, Galeria Paulo Figueiredo, São Paulo; Palácio das Artes, Belo Horizonte; 1987, Sala Corpo de Exposições, Belo Horizonte; 1988, Galeria da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória; Galeria Bonino, Rio de Janeiro; 1989, Monica Filgueiras de Almeida Galerias de Arte, São Paulo; 1991 José Duarte de Aguiar e Ricardo Camargo, São Paulo.
Participou das Exposições Coletivas: 1965, Bienal lnternacional de São Paulo; 1973, 12.ª Bienal lnternacional de São Paulo; 1975, Galeria da Praça, Rio de Janeiro; 1977, Encontro Nacional de Escultores, Ouro Preto; 1978, 81 Panorama Atual da Escultura Brasileira, Museu de Arte Moderna, São Paulo; 1980 Palácio das Artes, Belo Horizonte; 1981 Exposição do Barroco Mineiro, Brazilian Trade Bureau, New York; 1985, OWL Gallery, San Francisco; 1989 Minas em Traços Gerais, Museu de Arte.
|