Marcos Coelho Benjamim
 Aracy Amaral

A ligação com a terra, com suas tradições, não vem apenas de uma viagem ao Jequitinhonha, mas da cultura mineira como vivência, de que ele é um expoente... Mas Benjamim segue compulsivamente, com ansiedade, sendo uma torrente de idéias, de achados, de trabalho incessante, desejando e fazendo coisas diferentes ao mesmo tempo, sem se importar com a aparente incoerência de seu discurso, efervescente como personalidade. (Aracy Amaral, in Amaral, Aracy. Marcos Coelho Benjamim. Belo Horizonte: c/Arte, 2000).

Nasceu em Nanuque, Minas Gerais, em 1952, filho de mãe mineira e pai baiano. Pintor, escultor, desenhista, ilustrador e cenógrafo. Aos 17 anos passa a morar em Belo Horizonte e nesse período faz histórias em quadrinhos, desenhos de humor, cartuns.

Autodidata, começou a trabalhar como artista gráfico e cartunista a partir de 1970, colaborando em periódicos como "O Pasquim", "Estado de Minas" e "Suplemento Literário - Minas Gerais", "Jornal - Ex", "Revista Homem". Expõe pela primeira vez em 1971, no III Salão do Artista Plástico Mineiro, no Palácio das Artes, Belo Horizonte. Em 1976 realiza um de seus primeiros objetos, a "roda entalhada". Em 1979 participa de uma viagem ao Vale do
Jequitinhonha com vários artistas e isto acarreta o surgimento de sua produção nos anos 80, estabelecendo um caminho para o tridimensional. Em 1984 apresenta pequenos objetos da série "A casa do fazer". Em 1989 participa da XX Bienal Internacional de São Paulo, quando ganha o Prêmio Itamaraty, e neste momento inicia o período com trabalhos em escala maiores, grandes peças de formato geométrico, com estrias de zinco usado sobre
suporte de madeira.

Além de inúmeras coletivas e individuais, participa de vários Salões e Bienais, com vários prêmios de aquisição e de viagem, estando sua obra em acervos como o Museu de Arte Moderna e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro; Museu de Arte, Fundação Clóvis Salgado, Tribunal de Contas e Assembléia Legislativa, em Belo Horizonte; Ministério das Relações Exteriores, Brasília; Biblioteca Luis Angel Arango, em Bogotá, Colômbia; Coleção Patrícia Phelps de Cisneros, em Caracas, Venezuela e em Nova York, Estados Unidos; e Coleção de Arte Latino-Americana da Universidade de Essex, Inglaterra. Vive e trabalha em Belo Horizonte.

Entre 1972 e 1981 participou de salões de humor e história em quadrinho no Brasil e no exterior. Realizou cartões de humor e ilustrações para Thomas de la Rue, Editora Civilização Brasileira e outras. É co-autor das revistas de humor/HQ Meia-Sola, Humordaz, Uai, o Novo Humor do Pasquim, Antologia Brasileira do Humor, o Vapor, SD-quadrinhos.

Marcos Coelho Benjamim vive em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

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