Hilal Sami Hilal
 Casimiro de Mendonça

(...) Basicamente, seu trabalho seria apenas pinturas sobre papel. No entanto, o resultado é mais do que isso. Tanto a trama do papel como a textura das tintas são tão importantes como as variações de cores. E as imagens finais guardam um aspecto suntuoso, como as antigas tapeçarias do Oriente. Como um hábil criador de imagens, Hilal consegue dosar referências de várias épocas. Como se as suas formas, que evocam tapetes, na verdade sugerissem o tapete mágico que salta em instantes de uma época para outra. Algumas de suas peças, por exemplo, têm uma rica textura em ouro, prata ou vermelho vivo e indicam soluções visuais muito próximas das lições orientais. Em outras, ele usa o grafite e o cinza criando como um grande manto escultórico onde o lado físico do objeto também se torna muito importante. Finalmente ainda mostra outras imagens que ainda remetem o espectador para a Viena do fim do século passado ou para as texturas dos cristais do Art-Nouveau, em tons de amarelo, branco e violeta. Essas referências culturais na verdade transparecem com muita discrição. As suas formas são muito livres, independentes, e, mesmo que o público não tenha a menor iniciação a esse tipo de associações, as pinturas continuam a manter a sua força visual. (...)

Nasceu em Vitória, Espírito Santo, a 24 de julho de 1952. Artista Plástico e professor. O interesse pela arte surgiu no próprio ambiente familiar, considerando que a mãe dividia a atividade de pintora com o cuidado da família. Cursou Artes Plásticas na Universidade Federal do Espírito Santo, na década de 70. Em 1977 ingressa como professor do Centro de Artes na UFES, cargo que exerce até 1996. Participa, na mesma década dos Festivais de Inverno de Ouro Preto, promovidos pela UFMG, aperfeiçoando-se em Gravura (1973 e 1974). Na década de 80, volta a participar do mesmo Festival, em Diamantina (MG), aperfeiçoando-se em papel artesanal, com Marlene Trindade. Faz estágio em oficinas de fabricação artesanal de papel, no Japão, em 1981 e 1988.

Tem como Mostras Individuais: 1980/84/86/90 - Galeria de Arte e Pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória; 1986 - Galeria de Arte e Pesquisa da UFES e Galeria de Arte Usina, Vitória; 1988 - Galeria Tina Zappoli, Rio Grande do Sul; 1989 - Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense, Niterói; 1997 - Espaço Cultural Yázigi, Vitória; 1998 - Museu Ferroviário da Companhia Vale do Rio Doce, Argolas, Vila Velha (ES). Vive em Vitória, Espírito Santo.

 

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