Frans Krajcberg
 Pierre Restany

Frans Krajcberg faz parte desta raça de homens que são raros, automar-ginalizados, muito individualistas, mas também muito generosos na sua solidão. A vida foi rude para ele e as provas da última guerra o marcaram para sempre. A floresta brasileira foi ao mesmo tempo o meio, o teatro e o agente de uma verdadeira renovação humana - a redenção de Krajcberg pela arte".

Nasceu em 1921, em Kozienice, Polônia. Faz os primeiros estudos na Alemanha (Stuttgart), transferindo-se para o Brasil em 1948. Morou em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Paraná, em Minas Gerais e na Bahia. A partir de 1951 fez intenso percurso internacional, expondo diversas vezes na Europa e nos Estados Unidos. Na IV Bienal de São Paulo, em 1957, conquistou o prêmio de melhor pintor nacional. No Rio de Janeiro, ainda em 1957, conquistou o Primeiro Prêmio do Salão de Arte Moderna. Foi premiado também na Bienal de Veneza de 1964.

Desenvolveu paralelamente pintura, escultura e fotografia. Em 1992 o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugurou a exposição Imagens do Fogo, que seguiu no mesmo ano para o Museu de Arte Moderna da Bahia. Em 1996, no complexo cultural La Villette, em Paris, foi inaugurada sua exposição Villette-Amazone. Reside em seu sítio, Nova Viçosa, Bahia, e neste local está instalada o Instituto Krajcberg.


 

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