Identidade Visual Paulo Darze

    A mostra tem como origem um Projeto realizado após encontrar nas ruas de Salvador uma agenda. A agenda, datada do ano de 1979, mesmo ano de nascimento do artista, passou a ser preenchida desde quando encontrada em 2007 com vestígios, documentos, relatos e imagens, memórias e registros os quais se desdobram numa constante intervenção artística, na qual AC (ou Hace, como vem assinando ultimamente suas obras) tira a inspiração para a criação das composições estéticas que servem de suporte para suas pinturas, onde revela um conceito elaborado de vivência através da fotografia, da memória e da sobreposição de linguagens artísticas, e na qual o caráter itinerante do processo de documentação dos fatos cotidianos cria o espaço de experimentação e registro em um diário, através de um diálogo entre arte e vida, cotidiano transformado em arte.

    O Diário de bordo ou O livro dos dias, nas palavras de Anderson AC, se configura como uma obra artística baseada no conceito de criação a partir do deslocamento, e registros  no citado livro-objeto e seus recortes, desenhos, pinturas e intervenções artísticas, sendo estes o ponto inicial para a elaboração de citada mostra expositiva que questiona e discute processos interligados à memória, deslocamento e circulação, e que carrega consigo conceitos de memória e deslocamento. “Nele crio, desenho, colo, pinta, e reúno vestígios de experiências dos lugares pelos quais passei, e das pessoas as quais convivi, as quais vi e fotografei, como um acesso documental à memória, por onde abrigo ideias que geram novas ideias e ideias que geram novos trabalhos, como um espaço de concepção, reflexão e desenvolvimento destas ideias. São obras da minha vivência em cidades como Salvador, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Natal, Luanda-Angola, Lisboa, Porto e Montemor-o-Novo, em Portugal.

    Para a curadora Juliana Freire, o trabalho de Anderson AC está ligado à memória e à preservação desta através de relações entre presença e ausência. “Nesta mostra apresenta trabalhos baseados em conceitos de ruptura, que materialmente remetem a desdobramentos, a camadas que se superpõem e que tomam forma no que se é; e no que pode vir a ser. Por isso, a maioria das suas obras contém traços que remontam a uma sensação de incompletude; um traço característico da vida e dos indivíduos, que por sua própria essência encontram-se permanentemente em processo de transformação”.

    Expondo regularmente em festivais, bienais, trienais e mostras coletivas significativas, recentemente esteve na 7ª edição do SP-Arte, no pavilhão Bienal, Ibirapuera São Paulo, Anderson AC tem na sua trajetória a participação no coletivo de grafite 071crew, que realizou várias intervenções urbanas na cidade. A partir de 2007 começou a se apresentar mostras coletivas, com destaque para a exposição 3 Pontes na II Trienal de Luanda, a mostra Arte Lusófona Contemporânea no Memorial da América Latina em São Paulo, Afetos Roubados no Tempo, no Centro Cultural da Caixa, em Salvador e Muros, coletiva que reuniu 11 grafiteiros baianos na galeria do Ferrão no Pelourinho também em Salvador. Realizou uma residência artística em dois locais relacionados com suas origens, primeiro em Luanda, Angola, durante a II Trienal, que teve como temas as Geografias Emocionas - Arte e Afetos, e depois em Évora, Portugal, onde realizou sua primeira exposição individual. As outras duas foram realizadas em São Paulo, Galeria Sosso, e em Strasburgo, França, na galeria do Conselho da Europa.

     

    Anderson AC é um dos novos nomes da arte baiana a integrar o acervo da Paulo Darzé Galeria e seu trabalho utiliza de diversas linguagens como a pintura, o graffiti, a colagem, a arte postal, o vídeo, a fotografia digital, a literatura, e o uso de imagens e documentos familiares.

    A partir do dia 9 de junho, às 19h, com temporada até 8 de julho, de segunda a sexta-feira das 14h às 20h, e sábados, das 9h às 13h, na Galeria Acbeu (Av.Sete de Setembro, Corredor da Vitória), com o título O Diário de bordo ou O Livro dos dias, e curadoria de Juliana Freire, Anderson AC realiza sua quarta exposição individual e a primeira em Salvador.

    DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf DIÁRIO DE BORDO  Portfólio 2016 Anderson AC.pdf
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