Identidade Visual Paulo Darze

    A exposição de Amilcar de Castro na Paulo Darzé Galeria pode ser considerada um panorama dos vários períodos da sua criação, a visão de seu trabalhar com os diversos materiais, o corte e a dobra na matéria, o fazer rigoroso da forma, o equilíbrio da composição, o despojamento do ritmo e da expressividade que o gestual imprime sobre a superfície, aí tanto fazendo ela ser bi ou tridimensional, grandes ou pequenos formatos, pois o que temos é a linguagem poética pessoal de quem criou uma obra singular, artista integrante do movimento neoconcreto, momento de radical mudança no cenário e na História da Arte Brasileira, se tendo assim a visão de um artista de múltiplas atividades ao ser escultor, gravador, desenhista, pintor, diagramador (destaque para a transformação gráfica efetivada no Jornal do Brasil), cenógrafo, professor de composição, escultura, desenho e teoria da forma na Faculdade de Belas Artes da UFMG.

    Amilcar de Castro formou-se em direito, e exerceu a advocacia. Posteriormente inscreve-se na Escola de Arquitetura e Belas Artes, frequentando o curso livre de desenho e pintura de Guignard e escultura figurativa com Franz Weissmann. Em 1952 muda-se para o Rio de Janeiro, onde inicia uma carreira de diagramador trabalhando nas revistas A Cigarra e Manchete, vindo posteriormente a realizar o projeto gráfico do Jornal do Brasil, revolucionando a feitura dos periódicos brasileiros.

    Como artista apresenta sua primeira escultura construtiva na II Bienal de São Paulo, e em 1955 recebe o Prêmio de Escultura do Salão de Arte Moderna da Bahia. Logo passa a participar das exposições do grupo concretista de São Paulo e Rio, e em 1959 assina o manifesto neoconcreto. Participa de exposições no Brasil e no exterior e em 1965 ganha uma bolsa da Fundação Guggenheim, e em 1967 o Prêmio Viagem ao Exterior do Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1968 muda-se para os Estados Unidos, morando em Nova Iorque e Nova Jersey. Em 1971 retorna ao Brasil e passa a residir em Belo Horizonte. Durante as décadas de 70 e 80 leciona composição, escultura, desenho e teoria da forma na Faculdade de Belas Artes da UFMG.

    Em 1977 recebe o prêmio do Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo, na categoria desenho. No ano seguinte o de escultura. Tem uma sala especial na Bienal de São Paulo de 1979. Em 1989 o Paço Imperial, no Rio, organiza retrospectiva de sua obra. Em 1992, nova retrospectiva é organizada pelo Museu de Arte de São Paulo. Em 1995 recebe o Prêmio Nacional outorgado pela Funarte e pelo Ministério da Cultura. Dois anos mais tarde é laureado na edição inaugural do Prêmio Johnnie Walker de Artes Plásticas. Em 2001 faz sua última exposição na Pinacoteca de São Paulo, onde apresenta esculturas gigantes e pinturas – bandeiras penduradas no espaço. A nova produção propicia uma escala, o que não havia ainda no seu trabalho após inaugurar um novo ateliê em Nova Lima, Minas Gerais. Nascido em Paraisópolis, Minas Gerais, em 8 de junho de 1920, faleceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 22 de novembro de 2002, vítima de insuficiência cardíaca, após complicações decorrentes de uma angioplastia coronária.

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