Marcos Lontra Costa |
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Se a investigação histórica determina a base de ação do artista, a arte popular é a vereda na qual ela elabora um rico e diversificado discurso. Há, nessas obras, um estranho colorido, vibrante como uma catedral sob o trópico. As figuras de cordel com um tratamento pop que as transforma em curiosos personagens atemporais, extraídas de iluminuras medievais, santinhos populares ou revistas em quadrinhos. Os seus ornatos arquitetônicos, barroco reinventado, recusam a obviedade da arquitetura racionalista modernista e investem na apologia do alegórico, orgia visual que explode pelas ruas e pelas catedrais da Bahia, como um Gaudí fascinado pelo erótico colorido da nossa primeira capital, mãe da beleza brasileira.
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Nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, em 1969. Vive e trabalha em Salvador, Bahia. Formou-se em artes plásticas pela Escola Guignard, Belo Horizonte. Em suas obras, de grande colorido, uma arte popular une-se a um barroco reinventado e diversificado para uma pintura que ao incorporar um tratamento pop ao investigar a história e a memória da arte através de imagens e de uma composição que seduzem o passado, para experimentar um futuro, transformando e recriando uma representação de paredes, de muros, de azulejos, de mosaicos, de vestes e ideários. Sua primeira mostra individual foi em 1992, na Sala Corpo de Exposições, Belo Horizonte, seguindo-se o Museu de Arte Moderna da Bahia em 1999 e no ano seguinte a Celma Albuquerque Galeria de Arte, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Entre as exposições coletivas participa do XXIII Salão Nacional de Arte Moderna, Belo Horizonte; Utopias contemporâneas e ícones da utopia, Palácio das Artes, Belo Horizonte, Minas Gerais; Litogravuras, Centro Cultural de Belo Horizonte, Minas Gerais, todas em 1991; Em 1993 participa da mostra "O inconsciente Freudiano e o nosso", no Minas Centro, Belo Horizonte, Minas Gerais; em 1995 e 1997 da exposição Oito, no Centro Cultural de Belo Horizonte; em 1998 de "Tropicália 30 anos" no Museu de Arte Moderna da Bahia; em 1999, participa da "Pintura Contemporânea Baiana", no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife, Pernambuco, e da exposição comemorativa dos 450 anos de Salvador. Neste mesmo ano é selecionado para o "Projeto Rumos", do Itaú Cultural Belo Horizonte, Minas Gerais e Brasília, e é um dos vencedores do VI Salão da Bahia (1999), após participar do I, II, IV, V. Nos anos que se seguem participa de mostra no Centro Cultural Ramón Alonso Luzzy - Cartagena/Espanha (2000); Pintura Baiana no Porto, Portugal; Bienal do Mercosul em Porto Alegre, Rio Grande do Sul; e em 2005 da mostra Bahia e Buenos Aires unidas pela Arte no Museu de Arte Moderna da Bahia e no Museo de Bellas Artes de la Boca "Benito Quinquela Martin", Buenos Aires, Argentina.
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