Frederico Morais |
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O que logo impressiona no desdobramento da pintura de Ione Saldanha, a partir da segunda metade dos anos 40, é a coerência interna do percurso, o rumo ordenado e lógico que a tem feito deslocar-se de um a outro ponto sem abandonar a concentração do interesse em alguns poucos problemas básicos. Torna-se mesmo fácil determinar o essencial desse núcleo, pois tudo nele se apresenta com evidência desde as primeiras figurações de casario, disciplinadas por uma geometria flexível mas tendente ao rigor da construção.
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Nasceu em Alegrete, Rio Grande do Sul, em 1919. Passando a morar no Rio de Janeiro com a família, foi orientada por Pedro Correia de Araújo. Nos anos 50, estudou técnica do afresco em Paris e Florença. Participou diversas vezes da Bienal de São Paulo (com Prêmio de Aquisição em 1967 e Sala Especial em 1979) e realiza numerosas individuais no Brasil, Chile, Itália e Suiça, com destaque para duas retrospectivas no Rio de Janeiro: em 1988, o Resumo de 45 Anos de Pintura nas galerias Anna Maria Niemeyer, Paulo Klabin e Saramenha; e em 1996, no Paço Imperial. Participou de numerosas exposições coletivas no Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Munique, Buenos Aires, Viena, Amsterdam, Lisboa, Paris, Nova York, Londres e Roma. Faleceu em 2001.
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