Cassandra Gonçalves |
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Genaro de Carvalho não escondia a vocação decorativista de sua arte. Sua temática - árvores, flores e pássaros - é envolta em uma atmosfera de lirismo e desprovida de qualquer conteúdo político ou contestador. Sem uma ligação direta com o artesanato, sua obra, no entanto, traz elementos da tapeçaria popular e possui certa relação com o folclore baiano.
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Nasceu em Salvador, Bahia, em 1916. Incentivado pelo pai, pintor amador, familiarizou-se cedo com os pincéis e tintas. Aos 18 anos vai para o Rio de Janeiro estudar desenho na Sociedade Brasileira de Belas Artes, ao mesmo tempo em que participava do movimento de renovação artística no seu estado, junto com Mário Cravo Júnior, Carlos Bastos, Rubem Valentim e Carybé, entre outros. Em 49 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e estuda com André Lhote na Escola Superior de Belas Artes, participando de diversos salões de artes plásticas na capital francesa. Neste período toma contato com a tapeçaria mural e começa a pesquisar esta técnica, que resulta em 1950 no seu primeiro trabalho, Plantas Tropicais. Faleceu em 1971. Apesar de ter iniciado sua carreira como pintor, Genaro de Carvalho é considerado o pioneiro da tapeçaria moderna no Brasil, usada como meio de expressão para pintura e desenho.
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