Vauluizo Bezerra |
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Nestes novos trabalhos percebo o interesse pela tradição recente da arte brasileira, especialmente no que concerne aos espaços dos movimentos concreto e neo-concreto. Mas a condição desta relação é de um flerte quase platônico que parece lhe servir como mito evocatório, no entanto suficiente para justificar sua contenção de aparência clássica, quase apolínea, embora aja ali, no meio de toda a sua produção recente uma cabeça emblemática que pode já anunciar surpresas futuras.
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Fernando Coelho nasceu em Salvador, Bahia, em 1939. Realiza a sua primeira exposição individual em 1964, na galeria Querino. Nestes quarenta e três anos de atividade como desenhista, pintor, escultor, realiza individuais e coletivas em quase todo o Brasil e em países como Itália, Estados Unidos, Dinamarca, Portugal, sendo a sua última exposição individual na Paulo Darzé Galeria de Arte em 2005.
Possui obras em acervos como Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará, Museu de Arte Moderna do Rio Grande do Sul, e seus trabalhos constam do "Dicionário de Pintores Brasileiros", de Walmir Ayala e do "Dicionário Crítico da Pintura no Brasil", de José Roberto Teixeira Leite. Ressalta-se ainda na sua trajetória a realização de painéis para algumas empresas em Salvador-Bahia, como Banco Comercial, Casaforte, Golden Cross, Centro Empresarial Iguatemi, Centro Administrativo da Bahia, Empreendimentos Odebrecht, Hospital Aliança, Aurenkar Transportes e, em São Paulo, para a Zanini - Cia de Equipamentos Pesados S/A. Em 1978, com texto de Clarival do Prado Valadares, foi publicado o livro "Fernando Coelho - Desenhos". Vive em Salvador.
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